Pelo Corpo É Que Vamos, Workshop Porto

Novidades boas!
Dia 20 de Setembro há Teatro Dinâmico em Penafiel, na maravilhosa Quinta do Outeiro, com comidinha vegetariana e muito trabalho de grupo. Este workshop é aberto a qualquer pessoa, nova ou não ao TD, que queira explorar as suas personagens internas, as histórias inconscientes que se escondem dentro da pele e os padrões ancestrais que regem a nossa vida de hoje. Para quem já fez TD sabe como um dia assim pode trazer à superfície muito material interessante, profundo e esclarecedor. Apesar da seriedade do método há sempre umas boas gargalhadas também!
Para inscrições e informações contactem a Rita Alves: ritajsalves@gmail.com / 919872983
Custo: 60E
Almoço vegetariano feito com amor: 10E
Local: Quinta do Outeiro, Penafiel
Horário: 10:00 às 18:00

Dynamic Heart Project

Aloha a todos! Já estamos no Facebook (Dynamic Theatre), juntem-se a nós. Em Fevereiro haverá uma formação de 5 dias em Teatro Dinâmico dada pelo Mark Wentworth para alunos novos (em Portugal). Para inscrições, informações e deixarem comentários escrevam-nos para dynamictheatre@gmail.com. Em Abril iniciamos um grande e maravilhoso projecto no Nepal chamado Dynamic Heart Project e esperamos seguir para o Sri Lanka também em breve. Grata pela ajuda e apoio de todos nos nossos projectos pessoais e colectivos. Gracias, Gracias, Gracias! Um beijo, Mariana

Terapia no Feminino

“Alguns já disseram que o corpo não mente. Mais que isso, ele conta histórias e em cada uma delas há um sentido a descobrir. Como o significado dos acontecimentos, das doenças ou do prazer que anima algumas de suas partes. O corpo é a nossa memória mais arcaica. Nele, nada é esquecido. Cada acontecimento vivido (…) deixa no corpo a sua marca profunda. Trata-se então de sabermos escutar cada uma das partes do nosso corpo, do ponto de vista físico, psicológico e espiritual” Jean-Yves Leloup

Em Setembro iniciamos um novo grupo terapêutico para mulheres em Oeiras - Sextas-feiras das 18:30 às 20:30. Para mais informações contactar Mariana Ferreira em 966758769

Palestra no Essência do Ser













Palestra Gratuita no Essência do Ser em Carcavelos - Sexta-feira às 20h30 e Workshop dias 22 e 23 de Agosto no mesmo local.

Para mais informações contactar Renata Estevez em 214579312 ou renataestevez@essenciadoser.net

Devolver o Corpo ao Corpo


Apresentado por Mariana Ferreira e Rita Alves
23 e 24 de Maio em Penafiel

“Mergulha dentro de ti próprio e transforma-te no teu próprio curandeiro” Sabedoria Ameríndia


O que é o Teatro Dinâmico?

O Teatro Dinâmico foi criado por Mark Wentworth em 2003 e é uma síntese única de Psicodrama, Constelações Sistémicas e Xamanismo. Através desta técnica temos oportunidade de explorar, pela representação, as várias histórias que se desenrolam na nossa vida pessoal e nas comunidades em que trabalhamos e habitamos. Temos relacionamentos com tudo ao nosso redor, estes relacionamentos podem ser felizes e saudáveis ou causar-nos problemas contínuos e incapacitantes. Através da representação destas histórias, inconscientes, é-nos permitido compreender as dinâmicas que temos com determinada situação ou pessoa.

Wilhelm Reich dizia que o corpo é o inconsciente visível. Vamos explorar o corpo, o material emocional que o corpo contém, as vozes das várias partes do corpo, o que ele nos quer contar, gritar, sussurar. Vamos sentir as histórias que temos guardadas em nós, dentro da pele e da carne, e permitir que aquelas que regem a nossa vida de hoje se manifestem, clarifiquem, descodifiquem.

Neste workshop de introdução ao Teatro Dinâmico vamos sentir como podemos ser personagens nas histórias dos outros e a força das palavras não expressas, das palavras e emoções que o corpo segura. Através de técnicas de Expressão Corporal e Expressão Dramática vamos permitir que, como um contador de histórias, o corpo flua livremente pelos dramas da nossa vida, dos nossos ancestrais, dos nossos relacionamentos. O corpo vai onde tem que ir, até onde quer ir, até onde pode ir. Cada corpo é como um rio, com a sua própria corrente, com o seu próprio tamanho, ritmo e percurso.

“Alguns já disseram que o corpo não mente, Mais que isso, ele conta histórias e em cada uma delas há um sentido a descobrir. Como o significado dos acontecimentos, das doenças ou do prazer que anima algumas de suas partes. O corpo é a nossa memória mais arcaica. Nele, nada é esquecido. Cada acontecimento vivido (…) deixa no corpo a sua marca profunda. Trata-se então de sabermos escutar cada uma das partes do nosso corpo, do ponto de vista físico, psicológico e espiritual” Jean-Yves Leloup

Sábado e Domingo, dias 23 e 24 de Maio das 10h às 18h
Local: Quinta do Outeiro, Penafiel (Porto)
Preço: 120€ (curso + coffee breaks)
Contacto para inscrições: Rita Alves
Almoço vegetariano: 10€ por dia
Nib: 0010 0000 39143610001 64
Tlms para informações: 966758769 / 919872983
marianavferreira@gmail.com / ritajsalves@gmail.com


As inscrições são limitadas a um número máximo de 12 participantes e deverão ser feitas mediante um depósito de 50% do valor total até ao dia 20 de Maio.

Para além deste workshop de carácter introdutório estão a decorrer outras formações para que se possa compreender e experimentar a profundidade e o poder desta técnica. A sua simplicidade torna-se na sua complexidade. Este workshop introdutório conta como módulo de dois dias para a formação completa em Teatro Dinâmico.

“Não existe senão um só templo no universo, e é o Corpo do Homem. (…) Curvar-se diante do homem é um ato de reverência diante desta revelação da Carne. Tocamos o céu quando colocamos nossas mãos num corpo humano” Novalis

Quando nos tornamos no impossível, a impossibilidade torna-se possível!

PALESTRA GRATUITA com o Professor Mark Wentworth
Local: Galeria Matos Ferreira, R. Luz Soriano, 14 e 18 1200-247 Bairro Alto
Dia: Sexta-feira, 1 de Maio às 21:30 horas

Neste momento em que as sociedades e comunidades se encontram num processo de mudança, e nós próprios estamos a realizar um processo de transformação do “Eu” para o “Nós”, cada vez mais pessoas sentem necessidade de voltar a um sentir comunitário, diferente do que foi, mas, com um propósito em que cada qual faz uma tentativa de dar um contributo válido às suas sociedades e comunidades.

Se olharmos para os filmes que atraem a atenção dos media hoje e que são nomeados para uma série de prémios, observamos que são sobre pessoas que pertencem a minorias e são ostracizados pela dita “sociedade normal”, exemplo disso são os filmes “Milk” e “Quem quer ser Bilionário”. A mudança está a surgir das raízes, ao contrário do que tem sido vivido até agora, em que a mudança surgia dos poderes superiores da sociedade. Os indivíduos procuram formas de regresso à comunidade e de re-ligação às suas tribos, ou seja, este é mesmo o tempo de regresso ao lar.

Teatro Dinâmico é uma das formas de ligação das pessoas com o seu potencial total, é uma forma de explorar pela dramatização, e pelo brincar, as sombras da sociedade, e, de forma honesta e aberta trabalhar com as feridas que precisam de ser curadas. Vezes sem conta o comentário que é feito sobre Teatro Dinâmico é a quantidade de risos e boa disposição que desencadeia, e, ao mesmo tempo, a profundidade da cura que acontece.

O processo de Teatro Dinâmico encoraja-nos a ligarmo-nos às nossas histórias ancestrais, permitindo que honremos todos aqueles que caminharam antes de nós e que os aceitemos como parte do dia-a-dia das nossas comunidades. Agora é o tempo da criatividade e expressão para que a mudança que todos queremos ver no mundo aconteça.

Teatro Dinâmico permite que saiamos dos papéis habituais e que entremos em novas formas de ser e de expressividade, permite o alcance de aspectos nossos que talvez já tivéssemos sonhado ter, mas que nunca acreditássemos ser possível que já existissem dentro de nós. Quando nos tornamos no impossível, a impossibilidade torna-se possível.

OPORTUNIDADE ÚNICA:
O professor Mark Wentworth estará em Lisboa no dia 31 de Maio para pôr em prática as técnicas de grupo de Teatro Dinâmico. Esta será a oportunidade de vermos as nossas histórias internas, as histórias dos nossos ancestrais, as nossas dúvidas, as grandes questões das nossas vidas, aquilo que bloqueia o nosso bem-estar físico, emocional, mental, espiritual serem representadas em grupo. Venha preparado para uma experiência inesquecível!

Reserve com antecedência o seu lugar através do e-mail dynamictheatre@gmail.com!

Local: Calçada Santo André Nº 33 , Bloco 1 - 5º Esq, Castelo de São Jorge, Lisboa
Horário: 10 - 18hrs
Investimento: 50€
Contacto: Mark Wentworth
Para mais informações contactar: Mariana Ferreira dynamictheatre@gmail.com ou 966758769

Dynamic Theatre, Porto


Thanks to Filipe we have this wonderful example of how our DT weeks look and feel like. In this story the shapeshifters were acting out the portuguese story of Saudade and how the sailor's wives were still carrying Anger towards their husbands. The sailors were the ones that actually glued the story together which allowed the Current Generation to feel free from ancient Saudade and Anger. Powerful!

Sagrada Jornada





Imagens da última formação em Teatro Dinâmico. Aprendemos a trabalhar com as quatro direcções do Shamanismo e aprofundámos o sentido de comunidade, de pertença e desapego (pelo menos o meu processo passou por estes momentos). Agradeço ao Mark pelas sábias palavras e ensinamentos, ao Per pelas belas gargalhadas (como sempre!), à Rosário pela companhia e pelos bons ouvidos que tem conseguido manter mesmo depois de tantas formações passadas ao meu lado, pela organização da Rita, pelos abraços de todos, pelo carinho, por tudo, tudo. Maravilhoso!

Atrevam-se! Ao avançarmos os nossos medos e fantasmas desmaterializam-se. Vejam o que acontece no vídeo! Grande beijo Mariana

Seja Autêntico por OSHO


















Não use máscaras; de outro modo criará disfunções e bloqueios no seu organismo. Uma pessoa que tenha andado a reprimir a ira fica com o maxilar bloqueado. Toda a ira sobe-lhe ao maxilar e depois fica aí bloqueada. As suas mãos tornam-se feias; não possuem o gracioso movimento das de um dançarino, não, porque a ira chega-lhe aos dedos e fica bloqueada. Lembre-se: a ira tem dois tubos de escape - um deles são os dentes, o outro são os dedos. Todos os animais, quando estão furiosos, mordem ou usam as patas. Portanto, as unhas e os dentes são os dois pontos por onde a ira se liberta.

Desconfio que, sempre que a ira é muito reprimida, as pessoas começam a sofrer dos dentes. Os seus dentes ficam em mau estado porque há neles energia a mais, que nunca é libertada. E alguém que reprima a ira comerá demasiado - as pessoas coléricas comerão sempre mais porque os dentes precisam fazer mais exercício. As pessoas coléricas fumarão demasiado. As pessoas coléricas falarão mais - poderão mesmo tornar-se faladoras inveteradas, porque, de certo modo, o maxilar precisa de exercício para que a energia se liberte um bocadinho. E as mãos das pessoas coléricas tornar-se-ão nodosas, feias. Se a energia se tivesse libertado, poderiam ter sido mãos muito bonitas.

Quando se reprime alguma coisa, há, no corpo, uma parte correspondente à emoção. Se não quiser chorar, os seus olhos perderão o brilho... porque as lágrimas são necessárias; são um fenómeno muito vivo. Quando de vez em quando chora e derrama lágrimas - fica realmente sentido e vive a emoção, e as lágrimas começam a correr dos seus olhos -, os seus olhos ficam limpos, os seus olhos ficam novamente puros, jovens e virgens.

É por isso que as mulheres têm os olhos mais bonitos, porque elas ainda conseguem chorar. O homem perdeu a beleza dos olhos por causa daquela noção errada de que um homem nunca chora. Se alguém, um rapazito, chorar, até os pais e outros lhe dizem: "Que estás a fazer? Estás a ser um mariquinhas?" Que disparate! Deus concedeu - ao homem e à mulher - as mesmas glândulas lacrimais. Se não fosse suposto chorar, não teria glândulas lacrimais, a matemática é simples. Os olhos precisam de chorar e derramar lágrimas, e é realmente bonito quando se pode derramar lágrimas e chorar a plenos pulmões.

Lembre-se que se não conseguir gritar e chorar a plenos pulmões, também não conseguirá rir, porque rir é a outra polaridade. As pessoas que conseguem rir também conseguem chorar; as pessoas que não conseguem chorar; não conseguem rir.
(in Intimidade, Confiar em si próprio e no outro por OSHO)

O Corpo Fechado

Os rótulos. Ultimamente deparo-me com uma série de pessoas, amigos, clientes que me perguntam se são neuróticos, se correm riscos de serem bipolares, esquizofrénicos, se um coração partido se consegue colar outra vez ou se as feridas da alma têm remendo. Dou por mim quase sempre a responder “não sei”, “talvez” ou “o que é que sente em relação a esse assunto?”. No fundo, parece-me que queríamos todos ter um botão que reiniciasse a “máquina”, uma borracha que apagasse memórias ou, principalmente, queríamos ser e parecer normais aos olhos dos outros. Mas o que é a normalidade? Não sei. Sei que somos todos diferentes e que reagimos todos de forma diferente aos mesmos acontecimentos devido à forma como estruturámos o nosso comportamento, a nossa psique, o nosso carácter e a tantos outros factores que nos fazem ser como somos.

O que vejo e sinto são uma série de corpos fechados nas suas dores, nos nossos corpos “neuróticos”, na “bipolaridade” com que vivemos os relacionamentos íntimos e na “esquizofrenia” daquilo que nos é desconhecido, do mistério que é viver e saber viver dentro destes corpos. Parece-me que rotular não é o caminho, mas, sim, continuar a caminhar e pedir ajuda para que consigamos entrar novamente nas “zonas mortas” do corpo e recuperar memórias desta, doutras vidas, memórias ancestrais ou memórias de ontem.

Quem experimenta Dynamic Theatre pela primeira vez é levado a acreditar que há uma certa magia no que é revelado, que há estranheza e que assusta. O Dynamic Theatre expõe a verdade e a verdade é sempre bela e, por vezes, assustadora. A verdade torna-nos livres e parece-me ser evidente que é na liberdade que existe o belo. Um ser livre é um ser com uma beleza tão exuberante como tranquila. A liberdade permite-nos estar num corpo que vive no presente. O que acontece, no fundo, em Dynamic Theatre , é que damos expressão às nossas “zonas mortas”, que, por conseguinte, são reanimadas e reintegradas em nós.

Em suma, os rótulos são temporários pela impermanência de todas as coisas e o que há de neurótico em nós é a ponte para a nossa recuperação, para o nosso reequilíbrio. Um corpo fechado é um corpo que sofre um sofrimento legítimo. Quantos segredos guardamos no útero, quantas amarguras digerimos no estômago e quantos passos as nossas pernas deixaram de dar pelo medo do desconhecido?

Constelação por Mariana Ferreira


Agradeço ao Sérgio por partilhar a sua constelação connosco e à Ieda por emprestar os seus magníficos cristais. É sempre maravilhoso ver uma constelação formar-se, que cor intuitivamente escolhemos para o pai, que formato de pedras atribuímos aos bisavós que nos são desconhecidos em vida mas cujos padrões genético e energético herdámos. Esta imagem foi tirada a uma constelação que, quando começou a ser trabalhada, nada se parecia com o resultado com o qual o Sérgio se sentiu mais satisfeito (na fotografia). Não é de forma alguma uma constelação final porque a nossa energia está em constante transformação e evolução. Uma constelação pode variar de dia para dia, pela forma como nos sentimos confortáveis ou desconfortáveis com tudo o que vai acontecendo ao nossa redor. O que experimentamos pela primeira vez em que a constituímos é único porque somos agarrados pelo factor surpresa de quem estreia algo e, por isso, deixa uma marca grande na nossa psique. Na realidade, a primeira vez que tocamos nas pedras e as distribuímos ao nosso gosto revela a forma como na nossa psique seguramos as dinâmicas da nossa família. Andamos todos juntinhos ou precisamos de muito espaço entre todos para podermos respirar à vontade? É doloroso separarmo-nos de um ente querido que já morreu e colocamo-lo bem pertinho da pedra que nos simboliza? A forma, mesmo que ainda inconsciente, como sentimos a energia dos nossos ascendentes vai também determinar, em parte, o formato relacional dos descendentes, e, assim, a dinâmica prolonga-se de gerações em gerações. Como é que "carregamos" padrões que são considerados "crónicos" na família, como doenças e dependências? A liberdade e autonomia passa por colocar a pedra da mãe bem longe da nossa ou por tomar consciência de que a dependência talvez seja mútua, ou que já se perpetua à muitas gerações?
São necessárias coragem e uma boa dose de auto-consciência para nos libertarmos de padrões que não queremos levar connosco e para guardarmos e acarinharmos os que queremos para nós.

A Nossa Fertilidade por Christiane Northrup


Idealmente, a vida pré-natal, junto ao coração da mãe, é a felicidade total para o feto. As mulheres devem optar por viver as suas gravidezes sensatamente, porque a forma como o fazem afecta-as tanto a elas como às crianças. Os bebés recordam-se das suas vidas - de todas as partes das suas vidas - e as suas experiências têm um efeito potencialmente grande sobre eles.

Todos nós conservamos a marca da nossa vida nas nossas células. Se, durante esses vulneráveis nove meses, uma mãe não estiver emocionalmente disponível para o seu bebé - seja por que razão for - o bebé ressente-se disso. As memórias pré-natais e do parto e o seu impacte potencial no feto são algumas das muitas razões pelas quais as mulheres devem aprender a gerir bem a sua fertilidade e a conceber conscientemente. As mulheres devem tornar-se veículos conscientes.

Muitas mulheres têm-me dito que sabiam que os pais não as queriam e que o tinham sentido durante toda a vida. "Sei que fui concebida durante o luto da minha mãe por um filho que morreu nove meses antes", disse uma mulher. "Lembro-me de absorver isso no útero. Jurei tornar as coisas melhores para ela. Passei sessenta e quatro anos a tentar fazer isso por ela. Nunca resultou. "Uma mulher na menopausa, Beverly, disse que a mãe a tinha ido visitar no dia do seu quinquagésimo aniversário, com balões e uma rosa, e lhe tinha dito: "Tens cinquenta anos. A tua vida, a partir de agora, é a descer. Já não és uma criança." Contou à filha como tinha sofrido no parto, e disse ainda que Beverly era feia quando nasceu. No entanto, cantou louvores ao filho - o irmão de Beverly - dizendo que o parto tinha sido practicamente indolor e que o filho era lindo desde que nasceu. Ao ouvir a mãe, Beverly sentiu que, de um modo perverso, lhe tinham dado um verdadeiro presente no seu quinquagésimo aniversário. A mãe tinha confirmado aquilo que sempre pensara - que tinha sido rejeitada desde a nascença.

As pessoas cuja gestação e nascimento ocorreram em circunstâncias em que não foram desejadas podem sentir uma depressão existencial. Uma mulher referiu ter vergonha de respirar o ar e ocupar espaço - tinha a sensação de nunca pertencer, de estar a fazer alguém sofrer só por estar ali. Disse-me que sentia isso desde que se lembrava. Sabia que não tinha sido desejada.

Outra mulher, uma médica na casa dos cinquenta, disse ter tido recentemente uma sessão de cura emocional em que se tinha apercebido de nunca se ter sentido segura no ventre da mãe - sabia que não tinha sido desejada. Durante toda a vida tinha tentado compensar isso estudando, tornando-se médica e tendo uma série de relações. Mas nada disso preencheu a necessidade que estava dentro de si desde que tinha nascido - a necessidade de ser muito amada e desejada desde criança. Segundo se lembrava: "O bater do coração da minha mãe, tão perto do meu, não era conforto nem tranquilidade para mim." Apesar de a mãe já ter morrido, ela passou pelo processo de lhe perdoar. Lavada em lágrimas, disse-me: "Finalmente, tenho saudades da mãe que nunca tive. Compreendo que ela fez o melhor que pôde. Ela própria nunca teve uma oportunidade." (in Corpo de Mulher, Sabedoria de Mulher de Christiane Northrup)

Novo Grupo Terapêutico para Mulheres


Lembro que no dia 9 de Janeiro começa um novo grupo terapêutico para mulheres. O grupo vai realizar-se todas as sextas-feiras às 18:30. Vai ter como base o Dynamic Theatre e outros métodos expressivos. Para confirmarem a vossa presença enviem-me um e-mail ou telefonem. Gracias, Mariana.

Dynamic Theatre, O Drama da Vida e da Comunidade por Mark Wentworth


“Apenas dentro de nós existe essa realidade pela qual ansiamos. Não vos posso dar nada que não exista já dentro de vós. A única galeria de quadros que posso abrir diante de vós é a da vossa própria alma." Herman Hesse

Dynamic Theatre (DT) foi criado, em 2003, por Mark Wentworth como uma síntese única entre psicodrama, sociodrama, constelações familiares e shamanismo. Desde então, a técnica tem sido introduzida no palco do psicodrama, pela mão de vários psicodramaturgos, como o “auxiliar incógnito”. No entanto, Dynamic Theatre é um sistema e uma técnica que vive por si só, apesar de ser influenciada pelo trabalho de Jacob L. Moreno, por quem temos o maior respeito e que tem sido sempre uma inspiração para DT.

Raízes:
Um dos problemas em métodos activos é o perigo de projecções do ego do director e o medo de que os "egos auxiliares" apresentem conteúdos que perturbam o "protagonista", retirando alguma espontaneidade, que foi sempre um dos maiores objectivos de Moreno. Nascido de alguma frustração e tristeza sentidas devido a esta situação, experiências de grupo levaram ao aparecimento da pérola que é o Dynamic Theatre. Desde a sua primeira apresentação oficial em 2006 tem crescido em profundidade e força e foi apresentado em vários países europeus, nos E.U.A. e no Médio Oriente.

Foi introduzido como um método activo inovador para a comunidade - uma forma de restabelecer os nossos sentidos de pertença e proximidade. No shamanismo, quando uma pessoa adoeçe ou se encontra em desarmonia, toda a comunidade está doente. Sendo assim, todos se juntam para a cura dessa pessoa com o conhecimento de que toda a comunidade beneficiará dessa partilha. Segundo a Antropologia, as raízes da espiritualidade shamânica datam de há 40000 a 100000 anos.

O DT honra estas crenças ancestrais e reconhece que é no shamanismo onde encontramos a raiz de toda a dramaturgia e teatro. Por exemplo, os guerreiros nativo-americanos representavam as suas batalhas com toda a tribo para partilharem a sua história. Se um dos guerreiros tirasse uma vida a sua culpa seria partilhada pela comunidade através de dramatização e ele seria, durante a peça, acolhido pela comunidade ao invés de ser abandonado para que, sozinho, lidasse com os seus fantasmas da guerra.

O que é DT?
A principal diferença entre DT e Psicodrama é que todos os "egos auxiliares" são agidos de forma incógnita. Só o director e o “contador da história” conhecem a identidade dos "egos auxiliares". Acreditamos, assim, que o anonimato permite a revelação da verdadeira dinâmica escondida de qualquer situação e na sua forma mais pura, sem que haja interferência pessoal das pessoas que representam os papéis "auxiliares". Noutras palavras, o "ego auxiliar" está livre para representar um “papel” e isto permite que ele se exprima de forma espontânea e através dos seus recursos mais íntimos. Não há qualquer risco de ofensa para o "contador da história", ou de dizer algo errado, porque tudo é válido e possível.

Para quem nunca experimentou DT, pode achar o conceito – a possibilidade de comunicar a energia da mãe do "contador da história", de uma organização, de um cancro ou de um ancestral – bastante absurdo. No entanto, observar alguém tornar-se nesse elemento é verdadeiramente inspirador, sem que haja influência pela contenção do conhecimento e do controle.

Do ponto de vista sociodramático, expressar a energia de alguma coisa do nosso mundo pode ser de extrema importância para a nossa sociedade. Já vimos como um grupo, um sonho ou um medo podem revelar verdades novas e profundas para a sociedade envolvida. Podem permitir o início de processos de questionamento profundos e exploração das sombras da sociedade. Se soubéssemos de antemão a identidade dos "auxiliares" principais perderíamos as reacções sociais que não estão alinhadas com os nossos egos. Ou seja, não revelaríamos as nossas sombras internas, sombras de grupo ou da sociedade. No entanto, e esta é a maior verdade: “não teríamos acesso a estes níveis do Ser se não tivéssemos, desde sempre, uma ligação.”

DT oferece a técnica que nos permite ter acesso às sombras da comunidade. Revela que em todas as nações há feridas para sarar e que em cada coração existe a força para o fazermos.

O Fenómeno do Corpo Perdido por Gisela Pankov


Gostaria de apresentar aqui o fenómeno do corpo perdido, essa possibilidade de abandonar o próprio corpo para procurar refúgio noutras maneiras de ser. (...)

A pessoa sã pode (...) abandonar o seu corpo, em situações extremas; quer isto dizer que pode transformar o "vivido" ao ponto de deixar de se sentir bem dentro do seu corpo. Podem testemunhar este fenómeno de abandono do corpo, em pessoas sãs, as anotações de Jean Cayrol, depois de ter permanecido num campo de concentração na Alemanha. "O prisioneiro nunca estava onde lhe batiam, onde o faziam alimentar-se, onde trabalhava". Cayrol tinha já escrito anteriormente: "Ultrapassava-se a tortura; assim que espancavam num campo, o corpo era sacrificado, próprio para pôr de lado".

A salvação perante esta ameça extrema, está em "sacrificar" o corpo e que este seja tratado como mercadoria de refugo. Cayrol chega a dizer: "Assim neste clima espantosamente transfigurado, desencarnado, o corpo era negado..." Se o prisioneiro "não estava nunca onde era espancado" e se o "corpo era sacrificado" trata-se de saber onde ele está, dado que deixou de habitar o seu corpo. Escutemos Cayrol: "O que muitas vezes aguentava o prisioneiro era essa faculdade única de desadaptação à situação actual; a sua força e resistência chegavam a tornar-se extraordinárias, porque no momento em que eram humilhados, surgia subitamente a velha macieira da sua infância ou a atitude medrosa do seu cão; arrimava-se a uma pobre imagem, uma oração, um segredo, e aguentava".

Noutra passagem Cayrol chama a esta capacidade que possui o prisioneiro de fugir à situação presente "um sistema de defesa do seu subconsciente". O homem pode assim renegar o corpo que é espancado e refugiar-se num outro mundo; trata-se da possibilidade de uma outra maneira de ser, do acesso a outra forma de existência. Não são projectos do futuro que lhe permitem salvar-se perante situações ameaçadoras em que qualquer defesa é impossível; pelo contrário, Cayrol mostra que os prisioneiros que faziam planos para o futuro, por exemplo, construir uma garagem ou uma casa, morriam. Não se trata, pois, de uma evasão no tempo que há-de vir. No campo de concentração não há futuro, deixa de haver tempo que há-de chegar. Cayrol fala num sítio de tempo deportado. Não, não se trata de uma evasão numa outra maneira de ser. A velha macieira do jardim surge subitamente perante os olhos do prisioneiro e esse mundo da macieira impõe-se com tal força que só ele existe, e não mais o corpo que é espancado. O prisioneiro pode assim encontrar-se fora do seu corpo. À pergunta inicialmente feita "onde está o prisioneiro?", já que deixou de estar no seu corpo? ajuda-nos Cayrol a responder: na velha macieira do seu jardim.

Sem esta possibilidade de se abrir a uma outra maneira de ser, a existência humana deixaria de ser suportável. (in O Homem e a sua Psicose, Gisela Pankov)

A Fala do Corpo por Clarissa Pinkola Estés

Minha amiga Opalanga, uma griot, contadora de histórias, afro-americana, e eu costumamos contar em conjunto uma história chamada "A fala do corpo" que trata da descoberta de bençãos ancestrais dos nossos parentes. (...) Enquanto estamos contando juntas nossas histórias sobre o corpo, Opalanga e eu falamos dos golpes e flechadas que recebemos durante a vida inteira porque, de acordo com os Outros, com letra maiúscula, aos nossos corpos faltava algo ou sobrava algo. Nós duas consideramos que a outra tem uma aparência misteriosa tão bela que como pôde alguém pensar o contrário?

Extrair grande prazer de um mundo repleto de muitas espécies de beleza é uma alegria na vida à qual todas as mulheres fazem jus. Defender apenas um tipo de beleza é, de certo modo, não respeitar a natureza. Não pode haver apenas um tipo de ave canora, apenas uma variedade de pinheiro, apenas uma qualidade de lobo. Não pode haver apenas um tipo de bebé, de homem ou de mulher. Não pode haver apenas um formato de seio, de cintura, um tipo de pele.

Embora sejam verdadeiras e trágicas as perturbações da alimentação compulsiva e destrutiva que deformam as dimensões do corpo, elas não são a norma na maioria das mulheres. É mais provável que as mulheres que são grandes ou pequenas, largas ou estreitas, altas ou baixas, sejam assim simplesmente por terem herdado a configuração corporal dos seus parentes; se não dos seus parentes imediatos, então de uma geração ou duas no passado. Difamar ou julgar o físico herdado de uma mulher é criar gerações e mais gerações de mulheres ansiosas e neuróticas. As críticas destrutivas e desdenhosas a respeito da forma herdada de uma mulher privam-na de diversos tesouros psicológicos e espirituais preciosos e de vital importância. Privam-na do orgulho pelo tipo de corpo que lhe foi transmitido por linhagens de antepassados. Se lhe ensinarem a rejeitar a herança física, ela será imediatamente desvinculada da sua identidade corporal feminina com o resto da família. Se lhe ensinarem a detestar o próprio corpo, como poderá ela amar o corpo da mãe, que tem a mesma estrutura que o seu? - ou o corpo da avó, ou das suas filhas também? Como poderá ela amar os corpos de outras mulheres (e homens) próximas a ela que tiverem herdado o corpo dos mesmos antepassados? (...)

Esse estímulo a que a mulher comece a tentar esculpir o próprio corpo é extraordinariamente semelhante ao processo de escavar a própria terra, queimá-la, descascar suas camadas, desnudá-la até aos ossos. Onde exista uma ferida nas psiques e nos corpos das mulheres, existe uma ferida correspondente no mesmo local na própria cultura e, finalmente, na própria natureza. Numa psicologia de carácter holístico, todos os universos são interpretados como interdependentes, não como entidades autónomas. Não é de espantar que na nossa cultura coexistam a questão de esculpir o corpo natural da mulher, a questão correlata de entalhar a paisagem e ainda a de retalhar a cultura em partes que estejam na moda. Apesar de uma mulher não ter condição de parar a dissecação da cultura e das terras da noite para o dia, ela tem condição de interromper esse processo no seu próprio corpo. (...)

Uma mulher não pode tornar a cultura mais consciente apenas com a ordem de que se transforme. Ela pode, no entanto, mudar sua própria atitude para consigo mesma, fazendo com que projecções desvalorizadoras simplesmente ricocheteiem. Isso ela consegue ao resgatar o seu corpo. Ao não renunciar à alegria do seu corpo natural, ao não "comprar" a ilusão popular de que a felicidade só é concedida àqueles de uma certa configuração ou idade, ao não esperar nem se abster de nada e ao reassumir sua vida verdadeira a plenos pulmões, ela consegue interromper o processo. Essa dinâmica do amor-próprio e da aceitação de si mesma são o que dá início à mudança de atitudes na cultura. (in Mulheres que Correm com os Lobos, Clarissa Pinkola Estés)

O Ventre por Irene Gaeta Arcuri



Hara - o centro. Os yogues costumam chamar esta região de plexo, que significa centro das emoções. Também para as tribos africanas o centro das emoções se localiza na barriga (veja o que você sente quando leva um susto!).

Leloup considera o ventre importante, pois nele encontramos algumas dificuldades sentidas no relacionamento entre pai e mãe. É como se a nossa digestão se reportasse a essa relação. É um local de grandes transformações, o local da digestão! Local da gestação, portanto, local da vida! O desejo de viver pode ser também expresso na digestão, ou seja, a ingestão do alimento, a assimilação dos materiais benéficos contidos na alimentação bem como a expulsão dos materiais indigeríveis. Em contrapartida, nos casos depressivos, na anorexia existe uma negação à vida e, portanto, uma recusa à alimentação e à transformação que ela proporciona.

Existem várias formas de fome, por exemplo, a "fome de amor" que, às vezes pode ser traduzida por uma necessidade de doces. Quem nunca ouviu a comparação que se faz entre "amor e doçura". Claro, há uma explicação biológica, porque a glicose, além de ser combustível para os neurónios, estimula a produção de serotonina e endorfina, neurotransmissores que regulam as sensações de bem-estar e prazer. Então dá para entender por que durante as crises depressivas na TPM (tensão pré-menstrual) as mulheres têm uma grande vontade de comer doces.

Nos diabéticos há um amargor pela vida. Pensando um pouco no simbolismo do alimento: se açúcar é amor, diríamos que o diabético sofre de "diarreia de açúcar", pois ao mesmo tempo em que há necessidade de açúcar, também há uma incapacidade (falta de insulina) de assimilar o açúcar contido nos alimentos.

Dethlefsen e Dalke delinearam o problema dos diabéticos: por trás da incapacidade de assimilar açúcar, introduzindo-o nas próprias células, está o inconfesso desejo de realização amorosa, ao lado da incapacidade tanto de aceitar o amor como de entregar-se a ele. Os sentimentos também podem manifestar-se no intestino delgado, por exemplo, nas questões relacionadas aos medos. Como o medo pode estar relacionado à limitação e ao apego, a diarreia aparece justamente para deixar ir ou para ensinar o desapego.

No intestino grosso, onde a digestão se encerra, o distúrbio mais comum é a prisão de ventre. A psicanálise interpreta a defecação como o ato de doação e de generosidade. No caso da prisão de ventre podemos estar a falar de avareza, da dificuldade de desapegar-se de coisas materiais ou de conteúdos do inconsciente, é como se quiséssemos esconder tudo!

Para descobrir a vida secreta do ventre devemos perguntar-nos: temos alguém no estômago? O que não digerimos? O que não aceitamos? O que não conseguimos perdoar? Quando estamos nervosos (por ter de fazer um exame, por exemplo), quando perdemos alguém que amamos (morte) não conseguimos perdoar! O perdão liberta não a quem nos fez mal de alguma forma, mas liberta a nós mesmos da prisão em que nos fechamos a odiar alguém!
(in Arteterapia e o Corpo Secreto: Técnicas Expressivas Coligadas ao Trabalho Corporal)

Fotografias

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Para ver fotografias do último workshop de Dynamic Theatre com Mark Wentworth e workshop de Dançaterapia, Os Sete Véus - 3º Chakra, com Silvana Pedrazzi e Mariana Ferreira. Ir ao link do flickr, procurar em people por marianaferreira. Enjoy!

O Corpo em Terapia por Silvana Pedrazzi

Muitas pessoas desconhecem que através do corpo podem chegar às partes mais profundas da sua mente. Este lugar, também chamado de inconsciente, pode ser tranquilamente alcançado por técnicas e actividades corporais de cunho terapêutico. Para as pessoas mais sensíveis, uma aula de pilates, yoga, relaxamento ou meditação, por exemplo, pode ser suficiente para que se dê, tanto um bem-estar físico, como uma sensação de harmonia entre corpo, mente e espírito.

E porque é que isto acontece? Hoje em dia já está mais que visto que a nossa mente e o nosso corpo funcionam como um organismo integral, ou seja, a nossa mente encontra-se presente por todo o nosso corpo e vice-versa. A psicologia psicossomática, fundamentada nesta ideia, considera a doença como perda de um estado de harmonia ou ainda a perturbação de uma ordem mantida em equilíbrio até então, e que no corpo ela apenas se revela. Por conseguinte, o corpo é o veículo da manifestação ou da realização de todos os processos e intercâmbios que se produzem na consciência. Isto explica porque é que quando estamos numa actividade física onde se trabalha o corpo de uma forma consciente, ou seja, na qual se convida o aluno a se auto-conhecer e se apropriar do seu corpo, sentindo as suas potencialidades e limitações, essa pessoa consequentemente aproxima-se de si, podendo assim receber algumas mensagens sobre si próprio, não só no que diz respeito àquele momento da actividade mas também em algo que se passa na sua vida fora dessa actividade.

O grande bailarino Klaus Viana, escreveu um comentário sobre este fenómeno. Ele disse que se soubesse há mais tempo que para conseguir realizar um passo em sua perfeição muitas vezes era necessário resolver algo fora do estúdio teria economizado bastante tempo e esforços, para além de algumas quedas.

Porém, muitas vezes, os sinais do nosso corpo passam-nos despercebidos e transformam-se em sintoma, que pode manifestar-se de inúmeras formas (dores nas costas, dores de cabeça, úlceras, alergias, etc...) e que são uma expressão da perda de harmonia entre corpo e mente, de um desequilíbrio. Na maioria das vezes corremos ao médico, e não é incomum que saiamos do consultório surpresos quando nos dizem que os exames não apontam nada ou que, pelo contrário, o tratamento proposto acabou por não resultar. Sendo o corpo o veículo de manifestação de todos os processos que se produzem na consciência, podemos concluir que se uma pessoa padece de um desequilíbrio na consciência, este manifestar-se-á pelo corpo todo. É incorrecto dizer então que só o corpo está doente pois apenas o ser-humano pode estar doente, por muito que este estado de doença se manifeste no corpo enquanto sintoma.

É desta forma que as psicoterapias podem ser uma grande ajuda para melhor compreendermos o que ocorre connosco e descobrirmos como podemos nos ajudar para uma melhora rápida e eficaz Possibilitam que qualquer pessoa possa dividir, compreender e tratar uma dor ou um sintoma físico que há muito tempo o incomoda e que lhe tira o prazer de viver. O único desafio é o de permitir-se cuidar e amar a si próprio!

Gostaria apenas de esclarecer que existem varias formas e abordagens nas psicoterapias, é necessário que a pessoa escolha o profissional ou a “técnica” com a qual mais se identifique. No caso de uma psicoterapia de abordagem corporal, o paciente é auxiliado a fazer o seu processo de auto-conhecimento pelo corpo e as actividades podem variar muito. As técnicas que particularmente utilizo são:

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Calatonia -Trata-se de uma técnica de relaxamento que pode possibilitar o emergir de imagens, tornando o indivíduo expectador de suas vivenciais internas.
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Técnicas Expressivas Coligadas ao Trabalho Corporal - Procedimentos em que se utilizam trabalhos corporais como uma transposição para a arte. Quando estamos centrados na escuta de nós mesmos podemos dar forma às emoções, materializar os sentimentos e dessa forma o corpo transforma-se em linguagem não-verbal. São propostos para isto actividades que variam entre modelagem em argila, pintura, desenho, expressão corporal, yoga, relaxamento, etc.
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Consciencialização e correcção postural (Método GDS) - O aspecto postural, gestual, sua forma ou suas deformações, as tensões, as dores, tudo isso faz do corpo um conjunto de fragmentações. Exercícios de consciencialização e correcção postural fazem parte do processo de reorganização e integração psicofísica.
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Dança - Actividade de expressão não-verbal que através da música e do movimento possibilita uma nova oportunidade de comunicação. Incluir a dança e o movimento na psicoterapia facilita a conexão entre o que sentimos e o que significamos. A dança proporciona novas oportunidades de desenvolvimento marcado pelo respeito pelo gesto e pelo movimento espontâneo que inspiram confiança no próprio modo de ser.

_: A calatonia é uma técnica de relaxamento que foi desenvolvida por Dr. Pethö Sandor, médico e psicólogo húngaro. Essa técnica começou a ser desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial nos acampamentos da Cruz Vermelha, com os feridos que tiveram membros amputados. Os toques que Dr.Sandor começou a aplicar como uma forma de relaxamento o levaram a perceber a correspondencia cortical da perna amputada com um membro são.
Posteriormente no Brasil, na década de de 1950, Dr. Sandor começou a pesquisar e estudar psicologia profunda. Foi a partir daí, que realmente desenvolveu a técnica conhecida hoje como calatonia, que seriam nove toques subtis nos pés, nas pernas e na cabeça.
_: O método de cadeias musculares e articulares G.D.S leva o nome de Godelieve Denys-Struyf, que foi sua iniciadora nos anos de 1960-70. Trata-se de um método de fisioterapia e abordagem comportamental, de prevenção, tratamento e manutenção, baseado na compreensão do terreno de predisposições.
A partir da noção de que corpo é linguagem, Godelieve dedicou-se as bases de compreensão psicocorporal dirigida a criança e ao adulto, no quadro de ginástica e da utilização corporal mais consciente e sobretudo mais adaptada a cada indivíduo.


Silvana Pedrazzi (silvanapedrazzi@gmail.com)) é psicoterapeuta e professora. Especializada em Integração Psicofísica pela PUC - S.P., realizou pós-graduações em arte-terapia e dança-terapia. Faz antendimentos individuais, realiza aulas regulares e workshops.

Grupo Terapêutico pela Arte

Em Janeiro inicia novo grupo terapêutico no consultório de Oeiras às sextas-feiras pelas 18:30.

O propósito destes grupos é o de trabalharmos o nosso mundo interno através da arte e pela partilha em grupo.

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo, esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousamos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

Pela consciência do corpo, que também somos, vamos resgatar as histórias que, pelos mais variados motivos, se mantêm inconscientes em nós. Assim, pelo uso da arte, conseguiremos fazer as pazes com as nossas partes e com os outros para reintegrarmos corpo, mente, emoções e espírito. O propósito maior é o de vivermos uma vida feliz e nos permitirmos ser "homens completos", que ao contrário da tendência ocidental de perfeição, se preocupa menos com o que está bem e o que está mal, o que está certo e o que está errado, simplesmente é e está presente. Para mais informações contactar Mariana Ferreira 966758769

O Corpo Espontâneo, Introdução a Dynamic Theatre

Com Mariana Ferreira e Per Henriksson
Casa com Vida, Penafiel, 6 e 7 de Dezembro das 9:30 às 19:00

Dynamic Theatre é uma técnica da Psicologia Transpessoal que tem como base a expressão dramática. Através de teatro aplicado descobrimos a verdadeira importância do ambiente que nos rodeia e os reflexos deste no nosso potencial interno e relacional.

Não é necessário ter experiência em teatro, basta participar, quer seja como actor, ou espectador. Um dos participantes propõe uma história ou um momento da sua vida, e escolhe pessoas para representarem os vários papéis. Espontaneamente a sua história será recriada e ganhará coerência e forma artística, revelando, assim, a sua verdadeira natureza.

Através de um indivíduo, o grupo reaprende pela força conjunta, a confiar na sua intuição e espontaneidade e a permitir-se experimentar emoções fortes e, acima de tudo, a alcançar a essência, o coração da história.

A diferença entre Dynamic Theatre e outras técnicas expressivas, seja Psicodrama, Constelações Familiares ou outras formas de psicoterapia está no facto dos actores não terem conhecimento de quem ou o quê estão a representar. É a energia pura e espontaneidade da história que os guia a expressarem sensações corporais, emoções e imagens mentais dramatizadas sob profunda confiança na sua intuição. A beleza e poder desta experiência de grupo reside na premissa de que uma personagem não consegue agir de uma certa forma sem que essa capacidade exista na sua experiência consciente ou inconsciente, assim, a história de uma pessoa permite o enriquecer de um grupo.

O Corpo Espontâneo, 6 e 7 de Dezembro, 135€ com almoço e tea-breaks
Neste workshop introdutório a Dynamic Theatre vamos descobrir o potencial espontâneo do nosso corpo. Vamos, através de técnicas de arteterapia, sentir e perceber como está o nosso corpo nesta fase da nossa vida. Vamos sentir, com Dynamic Theatre, como as várias partes do nosso corpo se relacionam entre si e como se interrelacionam com os corpos dos outros. No fundo, vamos resgatar o caminho para a integridade do nosso ser. Contactar Rita Alves 919872983

Espontâneo
adj. 1 diz-se do que se realiza independentemente de uma causa externa, aparente; 2 que se faz voluntariamente, de moto-próprio; que não é forçado nem aconselhado; 3 BOTÂNICA designativo do vegetal que nasce e se desenvolve normalmente em determinado sítio, sem que o homem o tenha trazido para aí e lhe tenha dispensado cuidados. (in Dicionário da Língua Portuguesa 2006)